Mitos, Orações e Crenças

Mitos, Orações e Crenças

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

No dia 20 de janeiro a umbanda e candomblé reverenciam Oxossi, orixá da caça, mata e fortuna.

 No dia 20 de janeiro a umbanda e candomblé reverenciam Oxossi, orixá da caça, mata e fortuna. 


                                                  
                                             https://www.youtube.com/watch?v=zXXgb1Y-97k



No dia 20 de janeiro, a Igreja Católica celebra a festa de São Sebastião. Na mesma data, a umbanda e o candomblé reverenciam Oxóssi, orixá da caça, das matas e da fartura. Conhecido como o “guerreiro de uma flecha só”, por sua precisão e sabedoria, Oxóssi também é associado a fartura e proteção nas religiões de matriz africana
Leia mais em: https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2026/01/20/dia-de-oxossi-conheca-o-orixa-das-matas-e-guerreiro-de-uma-flecha-so.html
©2025 Todos os direitos são reservados ao Portal O POVO, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas

Para compreender melhor os aspectos que envolvem essa importante divindade, O POVO conversou com o professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e doutor em Filosofia Antônio César Ferreira da Silva. Além de filósofo, César é praticante do candomblé há mais de 20 anos e filho de Oxóssi.

Origem do culto e o sincretismo religioso

O nome Oxóssi vem do yorubá e significa "guardião popular" ou “Caçador popular”. Seu culto tem origem em Ketu (ou Queto), antigo reino africano de onde vieram muitos dos povos escravizados trazidos ao Brasil. No Brasil, o orixá foi sincretizado principalmente com São Sebastião, no Rio de Janeiro, e também com São Jorge, em algumas regiões, como na Bahia.

O sincretismo surgiu como estratégia de resistência: ao associar os orixás a santos católicos, os povos africanos puderam manter vivas suas crenças e cultos em meio à repressão religiosa


A história do orixá Oxóssi

Uma das narrativas mais conhecidas sobre Oxóssi conta que uma comunidade africana era ameaçada por um pássaro gigantesco enviado pelas Yami Osoronga, figuras associadas às feiticeiras. Diversos guerreiros tentaram derrotar a criatura, sem sucesso. Oxóssi, então, foi chamado e, com apenas uma flecha, conseguiu eliminar o perigo e devolver a paz ao povo.

Por esse feito, tornou-se conhecido como o guerreiro de uma flecha só. Como recompensa, recusou privilégios recebidos do rei e pediu que o prêmio fosse dividido com outros caçadores, reforçando sua ligação com o espírito coletivo

Segundo Cesar, essa história fundamenta três atributos centrais de Oxóssi: provedor, por garantir alimento e fartura; protetor, por defender a comunidade; e guerreiro, que sempre luta ao lado de seu irmão Ogum.

A história do orixá Oxóssi

Uma das narrativas mais conhecidas sobre Oxóssi conta que uma comunidade africana era ameaçada por um pássaro gigantesco enviado pelas Yami Osoronga, figuras associadas às feiticeiras. Diversos guerreiros tentaram derrotar a criatura, sem sucesso. Oxóssi, então, foi chamado e, com apenas uma flecha, conseguiu eliminar o perigo e devolver a paz ao povo.

Por esse feito, tornou-se conhecido como o guerreiro de uma flecha só. Como recompensa, recusou privilégios recebidos do rei e pediu que o prêmio fosse dividido com outros caçadores, reforçando sua ligação com o espírito coletivo

Segundo Cesar, essa história fundamenta três atributos centrais de Oxóssi: provedor, por garantir alimento e fartura; protetor, por defender a comunidade; e guerreiro, que sempre luta ao lado de seu irmão Ogum.

Símbolos de Oxóssi e seus significados

O principal símbolo de Oxóssi é o ofá, o arco e flecha. Ele representa a precisão, a sabedoria e a capacidade de prover alimento por meio da caça. Também simboliza o trabalho, a abundância e a sobrevivência da comunidade.

Símbolos de Oxóssi e seus significados

O principal símbolo de Oxóssi é o ofá, o arco e flecha. Ele representa a precisão, a sabedoria e a capacidade de prover alimento por meio da caça. Também simboliza o trabalho, a abundância e a sobrevivência da comunidade.

Sua cor é o verde escuro, em associação as matas e as florestas, podendo também ser representado pelo azul turquesa, em algumas tradições.

Outros elementos associados ao orixá são as folhas, os frutos, os grãos e as sementes, que remetem à fartura e à ligação profunda com a natureza. Esses símbolos aparecem também nos pedidos feitos pelos fiéis, geralmente relacionados a emprego, sustento, bem-estar e proteção.

Características de Oxóssi

Oxóssi é descrito como um orixá sábio, observador e atento aos detalhes. Nada passa despercebido ao seu olhar. Ao mesmo tempo, é alegre, festivo e profundamente ligado à celebração da vida.


Leia mais em: https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2026/01/20/dia-de-oxossi-conheca-o-orixa-das-matas-e-guerreiro-de-uma-flecha-so.html
©2025 Todos os direitos são reservados ao Portal O POVO, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas

Imagem: https://www.mercadolivre.com.br/orixa-oxossi-imagem-umbanda

20 de Janeiro é Celebrado São Sebastião.

Mitos, Orações e Crenças

20 de Janeiro é Celebrado São Sebastião.



 ão Sebastião nasceu em Milão, na Itália, de acordo com Santo Ambrósio, por volta do século III, embora haja versões de que tenha nascido em Narbonne, na França. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.

Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele.

Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento.

Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito à apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. No entanto, uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou.

Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.

São Sebastião é um santo muito popular e padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os franceses calvinistas.

Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia do santo, celebrado em 20 de janeiro. São Sebastião é o protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra. 


Na Umbanda, São Sebastião corresponde a Oxóssi

Oxóssi é o orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. Por isso na África é também cultuado como Ode, que significa caçador.

No Brasil, o orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos, recebendo o título de Rei das Matas. Seus símbolos são ligados à caça: no candomblé, tem um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão, usa o eruquerê (eiru), que são pelos de rabo de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios.

O filho de Oxóssi apresenta arquetipicamente as características atribuídas ao orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem o alterar. Oxóssi desconhece a agricultura, não muda o solo para plantar, apenas recolhendo o que pode ser imediatamente consumido: a caça.

No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para se embrenhar na mata a fim de caçar.

Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e a paciência para aguardar o momento correto para agir. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo, é marcado por um forte sentido de dever e de uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.


Fonte:
Os Orixás, Editora Três

https://www2.portoalegre.rs.gov.br/pwdtcomemorativas/default.php?reg=8&p_secao=57

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

19 de janeiro é celebrado São Mario considerado santo da família.

Maria Lopes. Mitos, Orações e Crenças

19 de janeiro é celebrado São Mario considerado santo da família.  


São Mário é considerado um santo da família, uma vez que a manteve unida sob a Fé mesmo diante da perseguição e da morte de todos os seus membros, algo que nos recorda a firmeza e coragem de toda uma família no Antigo Testamento (cf. 2Mc 7)

 No século III, marcado por violentas perseguições do Império Romano aos católicos, Mário e sua esposa Marta, com os filhos Audífax e Ábaco, saíram da Pérsia em peregrinação a Roma, para visitar os túmulos de São Pedro e São Paulo.

Já nos arredores da cidade, encontraram o sacerdote Valentim, que cuidava de sepultar os corpos decapitados de cerca de 270 mártires da Fé. A família piedosamente se juntou a ele nesta obra de misericórdia. E neste trabalho foram todos descobertos e presos pelas autoridades romanas.

Instados a renegarem o Cristo e adorarem o imperador, negaram-se e foram portanto condenados à morte. Valentim foi condenado também por celebrar o matrimônio cristão, proibido pelas leis romanas. Mário e os dois filhos foram decapitados logo, na via Cornélia, e Valentim um mês depois, no mesmo lugar.

Marta, que ainda não havia sido batizada, foi levada para um poço 21 quilômetros fora dos muros da cidade, e afogada. Seus corpos foram encontradas por uma cristã que, como eles anteriormente, providenciou o sepultamento dos irmãos fiéis, neste caso no túmulo da sua própria família, num terreno da sua residência na mesma Via Cornélia. No local encontram-se ainda hoje as ruínas de uma Igreja, visitada pelos turistas. Os restos mortais dos mártires foram aí encontrados e posteriormente levados como relíquias de veneração para diferentes igrejas na Itália e na Alemanha.

Porém estes mártires ficaram conhecidos e populares no próprio século III, na Europa e em outros lugares, sua história sendo divulgada principalmente entre os católicos, muito em função de um Concílio realizado nos anos 268-270, quando Cláudio era imperador e a perseguição aos cristãos foi bastante reduzida. (Como curiosidade, o nome “Mário” tornou-se muito comum e largamente adotado a partir destes acontecimentos).

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão

São Mário é considerado um santo da família, uma vez que a manteve unida sob a Fé mesmo diante da perseguição e da morte de todos os seus membros, algo que nos recorda a firmeza e coragem de toda uma família no Antigo Testamento (cf. 2Mc 7). Sim, desde o princípio, Deus dispôs que a família vivesse e crescesse unida na Fé, e que seus membros se articulassem em conjunto no caminhar para Deus, sob a direção de um chefe – como o Corpo Místico de Cristo unido à Cabeça (cf. 1Cor 12,12-31), no qual muitos são os membros da família dos filhos de Deus, mas parte de um mesmo e só corpo que deve se mover em uníssono, em comunhão, para um mesmo fim.

Cada parte do Corpo é importante, tem a sua função própria, indispensável e única para o benefício do todo, que partilha dos sofrimentos e sucessos de cada um. São Mário não é “mais” santo do que os demais mártires da sua família (ou do que o sacerdote Valentim), mas é natural que seu nome represente a todos, como legítimo chefe segundo a disposição de Deus para o matrimônio (Gn 3,16) após o Pecado Original. Contudo, quem recebe um cargo de direção é quem mais deve servir, a exemplo de Cristo que se sacrificou pela Sua Igreja (Mc 10,42-45), por isso é admirável que São Mário tenha formado tão bem a sua família na obediência e fidelidade a Deus, dando também o exemplo do martírio para eles – e para nós. O sacerdote também é um pai – “padre” significa “pai” – e neste episódio São Valentim igualmente está incluído como exemplo da integração necessária entre o pastor e o rebanho.

Não parece ser simples acaso que, dentre todas as suas funções sacerdotais, a causa registrada da sua condenação, historicamente, fosse justamente a de celebrar o matrimônio como Sacramento, ou, a primeira forma de relacionamento que Deus quis para o ser humano, com Adão e Eva, no Paraíso… o destaque está também na família, unida, com membros que se apoiam, e que partilham mutuamente o ensino da Verdade de Cristo: tanto a família natural quanto a dos filhos de Deus precisa ter membros solidamente formados e participando da mesma vida, do mesmo alimento eucarístico, para que uns ajudando os outros cheguem todos à felicidade completa. O valor intrínseco, transcendental e infinito da família formada sob o matrimônio católico é tão fundamental que sobre ela, especificamente, estão voltados os esforços do mundanismo atual, que a quer destruir através de variadas ideologias de libertinagem, independência, autossuficiência (sob o nome de “liberdade”). Por isso devemos seguir o exemplo da Sagrada Família e dele dar testemunho, como forma concreta de fazer o bem.


domingo, 18 de janeiro de 2026

Maria Lopes. Mito, Oração e Crença. "Santos do dia 18 de Janeiro"

Maria Lopes. Mito, Oração e Crença. "Santos do dia 18 de Janeiro"  

 Santos do dia 18 de Janeiro.  


No dia 18 de janeiro, a Igreja Católica celebra principalmente Santa Margarida da Hungria, uma princesa dominicana conhecida por sua profunda devoção e vida de penitência, além de Santa Priscila, uma mártir romana, e outros santos como Santo Atenógenes e Santa Arquelaides. 

Principais Santos do Dia (18/01):

Santa Margarida da Hungria: Filha de reis, consagrada a Deus ainda criança, viveu em um convento dominicano, destacando-se pela humildade, Eucaristia e amor a Cristo, falecendo em 18 de janeiro de 1271.

  • Santa Priscila: Uma das primeiras mártires cristãs em Roma, batizada por São Pedro, cujo nome "Prisca" significa "antiga", sendo um testemunho de fé.
  • Outros Santos: Também são lembrados Santo Atenógenes e Santa Arquelaides, entre outros, conforme a tradição.
  • Esses santos representam diferentes caminhos de fé e martírio, sendo homenageados por sua entrega a Deus. Texto por IA.
  • Saiba mais: https://www.arquidiocesedefortaleza.org.br/santos-do-dia-18-01- 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Santo do dia 16 de janeiro: São Marcelo I

 Maria Lopes. Mitos, Orações e Crenças. 

Santo do dia 16 de janeiro: São Marcelo I


                                                https://www.arautos.org/santos/sao-marcelo-i-95

No início do ano 304 com a morte do Papa Marcelino, a Igreja viveu um longo e confuso período de sua história, recheado de incertezas e de perseguições, que a desorganizou, inclusive internamente. Neste quadro, apareceu a singela figura de Marcelo I, confundido por muitos anos com o próprio Marcelino pois, alguns biógrafos acreditaram que eram a mesma pessoa e outros historiadores afirmaram, que ele havia sido apenas um padre. Vejamos como tudo se esclareceu e a relevância deste Papa e Santo, para a Igreja.

Os anos trezentos, também para o Império Romano não foram nada agradáveis, pois já se delineava a sua queda histórica. O imperador Diocleciano que se mostrava um tirano insensato e insano, também já não governava por si mesmo, era comandado pelo “vice” Gelásio. Foi a mando dele, que Diocleciano decretou a mais feroz, cruel e sangrenta perseguição aos cristãos, estendida para todos dos domínios do Império. E continuou, após a sua morte, sob o patrocínio do novo imperador Maxêncio.

A Cátedra de São Pedro vivia num período de “vicatio”, como é chamado o tempo de ausência entre a eleição legítima e a entrada de um novo pontífice. Foi uma época obscura e de solavancos para toda a Igreja, que agonizava com a confusão generalizada provocada pelas heresias e pelos “lapsis”, esta figura sombria que surgira em consequência das perseguições.

Em 27 de maio de 308, foi eleito o Papa Marcelo I, um presbítero de origem romana, humilde, generoso, de caráter firme e fé inabalável. Ele assumiu a direção da Igreja, após quatro anos da morte do seu predecessor e se ocupou da difícil tarefa de sua reorganização.

O seu pontificado, ao contrário do que se imaginava, ficou muito bem atestado pelas fontes da época. Nestes relatos se constatou o comportamento pós-perseguição que a Igreja teve com os “lapsis” ou “renegados”, como eram chamados os cristãos que, por medo, haviam publicamente renunciado a Fé em Cristo.

A esse respeito, existe o registro de um elogio feito ao papa Marcelo I pelo papa Damásio I em 366, com muita justiça. Enquanto muitos bispos do Oriente pediam a excomunhão destes cristãos, especialmente para os que faziam parte do clero, ele se mostrou rigoroso mas menos radical. Severo, decidiu que a Igreja iria acolhê-los, depois de um período de penitência. Também, determinou que nenhum concílio podia ser convocado sem a prévia autorização do papa.

Mas acabou sendo preso por ordem do imperador Maxêncio, que o exilou e obrigou a trabalhar na sua própria igreja, a qual fora transformada em estábulo. Morreu em consequência dos maus tratos recebidos, no dia 16 de janeiro de 309.

A Igreja declarou Marcelo I santo e mártir da fé, para ser festejado nesta data . As suas relíquias estão guardadas na Cripta dos Papas no cemitério de Santa Priscila, em Roma.

Outros santos e beatos:

Santos Bernardo, Pedro, Otão, Acúrsio e Adauto — franciscanos martirizados em 1220, no Marrocos, aonde são Francisco os enviara em missão junto aos muçulmanos. Tal foi a comoção, que um jovem português decidiu fazer-se franciscano para imitar-lhes o exemplo, mas uma tempestade o lançou nas praias da Sicília — este será o futuro santo Antônio de Pádua.

Beato Conrado de Mondsee — abade beneditino na Áustria, martirizado em 1145.

São Dunchadh O’Braoin (†988) — anacoreta, depois abade em Clonmacnois.

São Ferréolo — bispo de Grenoble, martirizado em 670.

São Fulgêncio (†633) — bispo, irmão dos santos Isidoro, Leandro e Florentina de Servilha.

São Furseu (†1648) — abade beneditino, fundou mosteiros na Irlanda, sua pátria, e a seguir na Inglaterra e na França. É citado por são Beda.

Santo Henrique (†1127) — monge e eremita dinamarquês.

Santo Honorato de Arles (350-429) — originário da Lorena, de família romana. Ao converter-se, abraçou a vida monástica; mais tarde, em 426, foi-lhe imposta a consagração episcopal.

Santo Honorato de Fondi (século VI) — abade beneditino, fundou a abadia de Fondi.

Beata Joana de Bagno di Romagna (†1105) — irmã leiga camaldulense em Santa Lúcia, próximo a Bagno.

Santa Liberata (século V) — irmã de santo Epifânio e de santa Honorata de Pavia.

São Melâncio (†305) — bispo de uma pequena cidade localizada entre o Egito e a Palestina. Foi encarcerado e depois exilado, durante as desordens promovidas pelos arianos.

Santa Priscila (século I) — viúva de Acílio Glábrio. Teria hospedado são Pedro em sua própria casa de campo, perto das catacumbas que trazem seu nome.

São Tiago de Tarantasia (†429) — bispo de origem síria, missionário na Savóia e primeiro bispo de Tarantasia.

São Ticiano (†645) — talvez bispo de Oderzo, na região vêneta.

São Trivieiro (†550) — eremita, viveu próximo a Thérouannes; venerado em Lião.

São Valério (†435) — bispo de Sorrento, arrebatado da solidão da ermida.

*Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas

https://igrejadoscapuchinhos.org/santo-do-dia-16-de-janeiro-sao-marcelo-i/

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Em 13 de Janeiro é celebrado Santo Hilário de Poitiers

                 Maria Lopes . Mitos, Orações e Crenças

  Em 13 de Janeiro é celebrado Santo Hilário de Poitiers

    

Santo Hilário de Poitiers

Santo Hilário de Poitiers nasceu no ano de 315, em Poitiers, na França. Buscava a felicidade; mas a sua família pagã vivia segundo a filosofia hedonista, ligada ao povo grego-romano; ou seja, felicidade como sinônimo de prazeres, com puro bem-estar. Então, aquele jovem dado aos estudos, se perguntava quanto ao fim último do ser humano; pois não poderia acabar tudo, ali, com a morte; ele foi perseguindo a verdade.

Espírito Santo foi agindo até ele conhecer as Sagradas Escrituras. O Antigo Testamento o levou a proclamar o Deus uno, que merece toda a adoração. Passando para o Novo Testamento, Santo Hilário foi evangelizado e, numa busca constante, ele se viu necessitado do santo batismo, entrar para Igreja de Cristo e se fazer membro deste Corpo Místico. Em 345, foi batizado. Não demorou muito já era sacerdote e, depois, ordenado bispo para o povo de Poitiers.

Santo Hilário sofria com as heresias do arianismo. Santo Hilário, pela sua pregação e seus escritos, foi chamado o Atanásio do Ocidente, porque ele combateu o Arianismo do Oriente. No tempo em que o imperador Constâncio começou a apoiar esta heresia, Santo Hilário não teve medo das autoridades. Se era para o bem do povo, ele anunciava com ousadia até ser exilado, mas não deixou de evangelizar nem mesmo na cadeia. Por conselho, o próprio imperador o assumiu de volta em 360, porque os conselheiros sabiam da grande influência desse santo bispo que não ficava apenas em Poitiers, mas percorria toda a França.

Santo Hilário voltou, convocou um Concílio em Paris, participou de tantos outros conselhos no ocidente, mas sempre defendendo essa verdade que é Jesus Cristo, verdadeiro Deus, verdadeiro homem.

Santo Hilário foi consumindo por essa verdade. Pelos seus escritos, que chegam até o tempo de hoje, percebe-se este amor por Jesus Cristo. Não só numa busca pessoal, mas de promover a salvação dos outros. No século IV, ele partiu para a glória.


https://www.padremarcelorossi.com.br/detalheSantoDoDia.php#:~:text=Santo%20Hil%C3%A1rio%20de%20Poitiers%20nasceu,%2C%20em%20Poitiers%2C%20na%20Fran%C3%A7a.

Igrejas e pastores são EXPOSTOS!!


 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Saiba quais santos são Celebrados em 12 de Janeiro.

 Maria Lopes. Mitos, Orações e Crenças

Saiba quais santos são Celebrados em 12 de Janeiro.

Santo Antônio Maria Pucci, presbítero da Ordem dos Servos de Maria


Origens
Santo Antônio Maria Pucci nasceu em Poggioli (Itália), em 16 de Abril de 1818. Seus pais eram agricultores e bons cristãos. Aos dez anos, fez a primeira comunhão; e o pároco, ao ver a piedade do menino, começou a ensinar-lhe latim. A criança foi crescendo em piedade e amor a Deus e à Santíssima Virgem. 

A Ordem
Em 1837, entrou na Ordem dos Servos de Maria. No fim do noviciado, fez os votos de pobreza, castidade e obediência. À medida que avançava nos estudos, progredia igualmente na prática de todas as virtudes.

Sacerdote
Ordenado sacerdote, foi mandado para Viareggio como auxiliar do pároco de S. André. Três anos depois, assumiu a responsabilidade da paróquia. Mereceram-lhe particular atenção os que não podiam ir à igreja, marinheiros e doentes. Foi pároco durante quase cinquenta anos, se empenhou especialmente em prestar auxílio às crianças pobres e enfermas.

“Não é preciso ter vida longa, mas é preciso aproveitar a hora que Deus nos dá para cumprir o nosso dever.” (Santo Antônio Maria Pucci)

Páscoa
Homem de ação e muita oração que se prolongava pela noite dentro. Durante a peste de cólera-morbo, fez prodígios de caridade. E foi a caridade que o levou à morte, pois, em janeiro de 1892, sendo chamado para atender um doente, enfrentou o gélido frio da noite sem o devido agasalho, porque tinha dado a um pobre o próprio capote. Voltou para casa com alta febre que, em poucos dias, o levou à sepultura.

Via de Santificação
Foi beatificado em 12 de junho de 1952, por Papa Pio XII. Foi canonizado em 9 de dezembro de 1962, por Papa João XXIII, na  Basílica do Vaticano.

Minha oração

“Vós, que tivestes um olhar para os mais necessitados do Cristo Bom Pastor, fazei com que nós também tenhamos esse olhar sensível a realidade que nos circunda. Dai-nos um coração generoso e ativo. Amém.”

Santo Antônio Maria Pucci, rogai por nós!

Outros santos e beatos celebrados em 12 de janeiro

  • Em Cesareia da Mauritânia, hoje Cherchell, na Argélia, Santo Arcádio, mártir. († c. 304)
  • Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, os santos Tígrio, presbítero, e Eutrópio, leitor. († 406)
  • Em Arles, na Provença, região da Gália, na atual França, Santa Cesária, abadessa, irmã de São Cesário, bispo. († c. 529)
  • Em Grenoble, na Borgonha, também na atual França, São Ferréolo, bispo e mártir. († c. 659)
  • Em Wearmouth, na Nortúmbria, na atual Inglaterra, São Bento Biscop, abade. († c. 690)
  •  No mosteiro de Rievaulx, também na região da Nortúmbria, Santo Elredo, abade. († c. 1166)
  • Em Leão, na Espanha, São Martinho da Santa Cruz, presbítero e cónego regular, que foi mestre insigne da Sagrada Escritura. († 1203)
  • Em Okusanbara, no Japão, os beatos Luís Amagasu Iemon e seu filho Vicente Kurogane Ichibiyoe, Miguel Amagasu Iemon, sua esposa Domingas Amagasu e sua filha Justa Amagasu, e companheiros, mártires. († 1629)
  • Em Nukayama, no Japão, os beatos Luzia IidaCrescência AnazawaRomão Anazawa MatsujiroMiguel Anazawa OsamuMaria YamamotoÚrsula Yamamoto e Madalena Arie, mártires. († 1629)
  • Em Hanazawa, no Japão, os beatos Aleixo Choemon e seus filhos Cândido Inácio, mártires. († 1629)
  • Em Palermo, na Sicília, região da Itália, São Bernardo de Corleone, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. († 1667)
  • Em Montréal, no Quebec, região do Canadá, Santa Margarida Bourgeoys, virgem, que fundou a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora. († 1700)
  • Em Avrillé, perto de Angers, na França, o Beato António Fournier, mártir. († 1794)
  • Em Caen, também na França, o Beato Pedro Francisco Jamet, presbítero. († 1845)
  • Em Tomhom, localidade próxima de Bangkok, na Tailândia, o Beato Nicolau Bunkerd Kitbamrung, presbítero e mártir. († 1944)

Fonte:

  • Causesanti.va
  • Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof Felipe Aquino [Cléofas 2007]
  • Martirológio Romano
  • Imagem: commons.wikimedia.org

– Produção e edição: Melody de Paulo
– Oração: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova