terça-feira, 7 de abril de 2015

Santo do dia 7 de Abril

São João Batista de la Salle, Confessor
(+ Rouen, França, 1719)

7 de Abril
Sobre o santo:nasceu na frança em reims no ano de 1651 dentro de uma família ...

Fundou o Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, dedicados ao ensino de meninos. Teve dificuldades com alguns de seus mais próximos colaboradores. Deixou as funções de superior e dedicou os últimos tempos de vida à oração e ao sacrifício.


São João Batista de La Salle
Nasceu no Castelo de Salles em Thoresn em 30 de abril de 1651 e morreu em Lyon em 7 de abril 1719.
Beatificado no mesmo ano e formalmente indicado Doutor da Igreja em 1877.
Educador e fundador do Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, nascido em Reims, França, o mais velho dos filhos de uma nobre família, João dedicava desde a idade de 11 anos a vida religiosa e foi ordenado com 24 anos. Em Reims ele participou na fundação de duas escolas e cresceu consternado com destino dos filhos das famílias pobres. Como ele estava convencido que a vida espiritual deveria ser cultivada em primeiro lugar pelos professores, em ele formou um associação de professores dedicada a aprender a ensinar. O seu primeiro esforço falhou, mas sua segunda tentativa foi um sucesso. Em 1623 ele deu toda o sua fortuna, e dedicou totalmente a treinar jovens para o seu serviço. Isto marcou a fundação dos Irmãos das Escolas Cristãs. Ele proibiu padres e sacerdotes entrarem na sua congregação e escreveu a Regra da Fundação em 1625 em Paris. Os métodos de João Batista de la Salle revolucionaram as técnicas de ensino do seu tempo, incluindo o uso do vernáculo em vez do Latin e ficou largamente conhecido em toda a Europa.
Ele instituiu o processo de dividir o estudo em anos e os estudantes em classes. Também criou a primeira escola para ensinar e treinar professores.
Ele foi indicado Arcebispo coadjutor de Genebra, Suíça e aceitou mas, estava seriamente doente e quase morreu. Finalmente se recuperou e viajou até Roma onde foi examinado pelo Cardeal Baronius, São Roberto Belarmino, Cardeal Frederico Borromeu, primo de São Borromeu. Eles propuseram a Francisco 35 obtusas questões de teologia e ele respondeu com a maior clareza e simplicidade, surpreendendo a todos, e sua indicação foi confirmada por toda a banca examinadora, o que é até hoje, uma raridade.
Como Arcebispo em Genebra, ele seguia uma estrita regra de vida e cumpria os seus deveres episcopais com generosidade e energia. Levantava as 4 da manhã e estudava as escrituras, visitava os pobres da Diocese e em Annecy dava lições às crianças.
Ele era extremamente influente e fundou a "Ordem das Irmãs Visitantes" em 1610. Até aquela época as irmãs levavam uma vida contemplativa e de orações e ele queria formar um grupo de freiras que se engajasse nos trabalhos de caridade, educação e outros trabalhos comunitários e era contrário a tradicional idéia de que elas deveriam ficar enclausuradas, mas essas idéias já estavam muito incrustadas na mente das pessoas e era muito difícil de mudar.
Nota: Em 1622 São Vicente de Paula conseguiu mudar esta limitação nas suas "Irmãs de Caridade", acabando com a obrigatoriedade do uso do habito e dos votos perpétuos.
Ele permaneceu ativo até 1717 quando renunciou, por causa de sua saúde e veio a falecer em Saint-Yon em 1719.
Seu corpo foi trasladado em 1937 para um santuário em Roma. Após sua morte vários milagres se seguiram e quando seu caixão foi aberto para ser trasladado, seu corpo estava incorrupto e uma suave fragrância exalava do mesmo, espalhando o perfume por todo o convento.
Canonizado em 1900, ele foi indicado em 1950, como o padroeiro dos professores pelo Papa Pio XII. Foi indicado também patrono dos escritores e jornalistas devido ao seu trabalho em :
"A Controvérsia" onde "sempre argumenta com vigor, mas com moderação e caridade." (palavras de Pio XII ao confirmar a sua indicação).
Sua "Congregação Irmãos Cristãos" (CIC) é a maior congregação religiosa de leigos do mundo e não deve ser confundida com a Congregação dos Cristãos Irmãos ( CCI ) fundada na Irlanda, em 1802, pelo Beato Edmundo Ignatius Rice .
Tão grande era o seu cuidado para com as pessoas que alguns dos seus devotos fizeram de seus ensinamentos um livro chamado "Tratado do Amor de Deus".
Seus mais importantes escritos são:
1)Introdução a uma vida de devoto , para as suas Irmãs Visitantes.
2)Philothea O amor a Deus
Ele insiste na necessidade da pobreza mas dizia :
"Se você é realmente pobre, cara Philothea, para o bem de Deus faça da virtude uma necessidade e valorize esta sua preciosa jóia da pobreza porque o seu lustro não será descoberto neste mundo, mas brilhará no outro."

3)"Tratado do amor a Deus"
No qual ele se dirige a um fictício "Timotimus" para contrabalançar o fato dos homens não lerem conselhos dados as mulheres e assim ele muitas vezes não se referia ao sexo, mas ao espírito humano.
Antes que um estar sempre fazendo jejum, muito defendido na época por vários, como Benedito e Macarius, ele recomendava :
"Coma o que estiver a sua frente. É minha opinião que o corpo deve estar forte para que o espírito pense e vença. É virtude comer, sem escolher o que tem diante de você na mesa, o que se apresentar, seja mais ou menos agradável ao seu paladar, MAS sempre escolha o pior em vez do melhor, para que aprenda a viver com austeridade mas bem alimentado, e com resignação, pois você renunciou ao melhor do seu paladar, e uma pequena mortificação foi feita, MAS nas isto não pode nem deve ser interpretado como uma competição entre nós e nem uma disputa para não dar problemas a ninguém , e nem ao seu corpo".
4)Falando da santidade em ‘’Introdução", ele dizia :
É um erro dizer que a devoção é incompatível com a vida de um soldado, ou de um viajante, ou de um comerciante, ou de um príncipe, ou de uma mulher casada. É verdade minha cara Philotea que a devoção puramente contemplativa, monástica e religiosa, não poderá ser exercida nessas profissões, mas várias outras devoções próprias para conduzir a perfeição, no estado secular, podem ser exercidas .
Ele acrescenta ainda:
" A contemplação é ainda mais necessário ao leigo do que ao religioso, onde a clausura tende a ser um escudo para dissipar a vida, e as atividades sociais. Os pássaros, para onde voam sempre encontram o ar que necessitam, assim nós para onde formos, sempre encontraremos o nosso Deus presente".
Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado como um bispo, calvo e uma barba longa; 2)As vezes segurando um coroa de espinhos e uma cruz de gloria sobre ele; 3)ainda segurando um retrato da Virgem; 4)segurando um pouco de terra em suas mãos.
Sua festa é celebrada no dia 7 de abril.

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Maria Lopes.