Mitos, Orações e Crenças

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quarta-feira, 6 de março de 2024

O GRANDE MANTRA DA FELICIDADE, MAHA MANTRA.

Blog. Maria Lopes, Orações, Mitos e Crenças.


Grupo de Estudos Virtual - Eu Sou Luz

O GRANDE MANTRA DA FELICIDADE, MAHA MANTRA.



                                                  Liga o Som 






MAHA MANTRA

O GRANDE MANTRA DA FELICIDADE


A palavra mantra vem do sânscrito, "man" que significa "mente" ou "pensamento" e "tra" significando "proteger" "socorrer".  Assim, a palavra  "mantra" quer dizer : proteger nossas mentes de maus pensamentos.

O mantra é um texto sagrado e ritmado que eleva os pensamentos fazendo da mente um "cálice sagrado" para receber a mente pura e elevada do nosso Eu Superior.  

A literatura védica antiga da Índia reconhece o mantra de Krishna como sendo o "maha" que significa "grande, riqueza, abundancia" ou "festa, felicidade"  – MAHA MANTRA.

Assim, o Mantra Hare Krishna é o "Grande" mantra da "Felicidade", ou seja: "O melhor mantra para proteger a mente contra pensamentos de infelicidade".

Hare Krishna, Hare Krishna,
Krishna Krishna, Hare Hare,
Hare Rama, Hare Rama,
Rama Rama, Hare Hare.

As dezesseis palavras deste mantra são um grande poder de manifestação da energia do chakra da Garganta. O chakra da garganta é o chakra da energia do primeiro raio da vontade divina. Os Mestres Ascensos nos ensinam que a sabedoria está em meditar sempre com nosso Eu Superior antes de utilizarmos o poder das 16 pétalas do chakra da garganta.

Este mantra nos traz  a consciência natural original de nossa divina meta ou "plano de vida".

Praticando este mantra encontramos a alegria de viver novamente no caminho de volta ao Pai. O caminho em direção à  nossa origem na "Criação".

- O nome Krishna significa “a atração-suprema”, ou "azul marinho escuro"

- O oitavo Avatara a encarnar Vishnu. O azul marinho é a cor do raio da Vitória. A verdadeira manifestação do poder da vontade divina. A vontade de Deus.

- Vishnu é o Professor, o Mantedor da Criação do Pai.

- O nome Rama significa “o alegria-suprema” Felicidade.

- O sétimo Avatara a encarnar Vishnu.

- Hare é uma suplica à intercessão da divindade.

Portanto, o maha-mantra significa:  “Ó Senhor todo-atrativo e todo-alegria, Ó energia do Senhor, por favor aceita-me em Vosso serviço devocional.”


Em português, poderia ser entoado assim:

"Dá-me a Vontade Divina, Dá-me a Vontade Divina,
Vontade Divina, Vontade Divina, Dá-me, Dá-me.
Dá-me Alegria, Dá-me Alegria,
Alegria, Alegria,  Dá-me,  Dá-me."

- Ouvir o Mantra -


Quando estamos entoando este mantra estamos dizendo ao nosso EU Superior:

"Coloque-me para servir a vida e aos propósitos do Pai.
Guie-me na Luz do meu Plano Divino e dê-me todo suprimento
necessário para que eu cumpra minha missão espiritual."


O entoar deste mantra não precisa ser necessariamente cantado.

Hare Krishna, Hare Krishna,
Krishna Krishna, Hare Hare,
Hare Rama, Hare Rama,
Rama Rama, Hare Hare.

- Ouvir o Mantra -


Entoando este mantra, estamos pedindo a Krishna que nos coloque no caminho de nossa missão espiritual. O serviço devocional nada mais é do que colocar em ação o nosso dharma (missão para com nossos irmãos na Luz). 

Paulo R. Simões

 Participe clicando no link abaixo:

 - www.eusouluz.com.br -


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Procissão de Nossa Senhora de Lourdes - Paróquia de Cristo Rei em Ouro Preto MG em 2024


conhecida como a santa das curas milagrosas. 

dia 11 de fevereiro, se comemora Nossa Senhora de Lourdes, conhecida como a santa das curas milagrosas e intercede por aqueles que sofrem de diversos males do corpo e da alma.
Ela é celebrada no dia 11 de fevereiro, data em que se deu sua primeira aparição. 
Procissão de Nossa Senhora de Lourdes - Paróquia de Cristo Rei em Ouro Preto MG em 2024



 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

"Qualquer pessoa que faça a vontade de Deus, essa pessoa é meu irmão, minha irmã e minha mãe.'"


Mitos, Orações e Crenças 

"O Trono de Deus,"

"Qualquer pessoa que faça a vontade de Deus, essa pessoa é meu irmão, minha irmã e minha mãe.'"


O Trono de Deus,
pintado pela Irmã Gertrude Morgan (1900-1980),
executado em 1968
Óleos e pastéis sobre tela
© Christian Art

A mãe e os irmãos de Jesus chegaram e, ficando do lado de fora , enviaram uma mensagem perguntando por ele. Uma multidão estava sentada ao seu redor no momento em que lhe foi passada a mensagem: ' Sua mãe e seus irmãos e irmãs estão lá fora perguntando por você.' Ele respondeu: 'Quem são minha mãe e meus irmãos?' E olhando para aqueles que estavam sentados em círculo ao seu redor, ele disse: 'Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Qualquer pessoa que faça a vontade de Deus, essa pessoa é meu irmão, minha irmã e minha mãe.'


Reflexão sobre a pintura, "O Trono de Deus,"


A passagem do Evangelho de hoje é uma leitura bastante desconfortável à primeira vista. Parece que Jesus está de alguma forma ignorando sua família. Mas é claro que ele não é. Sua família é descrita duas vezes nesta curta passagem como estando “de fora”. Na verdade, eles estão fisicamente fora do edifício onde Jesus estava. Nesse sentido, eles são “estranhos”. Isto implica que aqueles que estão sentados em círculo com Jesus estão “dentro”, os que estão dentro. O que Jesus quer dizer aqui é simplesmente que estar “dentro” não é apenas uma questão de localização, mas de relacionamento. Essa relação também não é de sangue. Esse relacionamento para estar “dentro” é seguir e se envolver com Jesus. Ser cristão é entrar numa nova família, numa família maior, unida por laços fortes, unida em Cristo.

No mundo da arte, ao longo dos anos, ouvi muitas vezes falar de certos artistas que são “outsiders”. O termo “estranho” nas artes carrega uma conotação positiva e negativa. Pelo lado positivo pode significar que o artista carrega uma certa veia rebelde, uma aversão ao mainstream, que depois é celebrada. Mas, no sentido negativo, ser um estranho também pode significar que o artista é desprezado pelas principais galerias, críticos de arte e colecionadores. Esses artistas externos simplesmente não fazem parte do círculo interno, que às vezes pode ser elitista.

Um bom exemplo de tal “estranha” é a irmã Gertrude Morgan, que pintou entre 1940 e 1980, à sua maneira única e não convencional. Ela simplesmente pintou essas lindas e inocentes telas de arte popular, que foram amplamente rejeitadas na época. Ela estava do lado de fora do mundo da arte, mas era uma verdadeira “insider” com Jesus, movendo seu pincel para sua glória…

Porque somos irmãos e irmãs adotivos de Jesus, seu Pai celestial é nosso Pai celestial, e também invocamos a mãe de Jesus como nossa mãe. Como igreja, somos realmente privilegiados por sermos membros de uma família muito especial!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

São Canuto – rei e mártir | 19 de Janeiro

 

São Canuto – rei e mártir | 19 de Janeiro



São Canuto nasceu no ano de 1040 na Dinamarca. Filho de um rei, era sucessor natural. Mas aconteceu que, pela sua vida de oração, testemunho, caridade e justiça, quando o pai faleceu, muitos moveram-se com artimanhas para colocar seu irmão no trono de maneira injusta. Quanto à sua posição, ele não era apegado ao poder nem o queria para si, então esperou. Depois do falecimento do irmão, ocupou o seu lugar que era de justiça.

Homem de Deus, um sinal para o povo, ele contribuiu para a evangelização. Primeiro, com o seu exemplo, pois acreditava que a melhor forma de educar uma nação é o bom exemplo. Ele viveu para sua esposa e para seu filho Carlos, que mais tarde se tornaria também um santo. Pai santo, esposo santo, um governador, um homem de poderes; mas que usou esses poderes para servir, a modelo de Nosso Senhor Jesus Cristo.

São Canuto, amado por muitos e odiado também como Nosso Senhor, foi vítima de artimanhas por pessoas fechadas para Deus e para o bem, pois tinha muita sensibilidade com as viúvas, os órfãos e os mais necessitados. Nele, batia um coração que se assemelhava ao de Jesus.

Como rei, possuiu muitos desafios e, ao perceber os inimigos se armando, participou de uma Eucaristia como era de costume. Nela, ele não só recebeu o Nosso Senhor, mas, em nome de Jesus, perdoou todos os seus inimigos. Foi então assassinado.

https://salvaimerainha.org.br/santo-do-dia/?utm_source=google&utm_medium=grants.acnsf.1&utm_content=santo.do.dia.pc.c&gad_source=1

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

05/01 - Dedicado a São Simeão - O Estilista

Maria Lopes, Mitos, Orações e Crenças

05/01 - 05/01 - Dedicado a São Simeão - O Estilista 


São Simeão era de família humilde. Seu Pai era pastor na cidade de Cilícia, próximo à Síria, sempre ajudava ao pai no trato com o rebanho, certa vez, ao ler a Bíblia enquanto trabalhava ficou impressionado com as histórias dos sacrifícios de beatos e fiéis.

Assim, foi até o mosteiro mais próximo e, depois de passar dias e noites na porta do local sem comer e sem beber, implorou para que os monges o admitissem como o servo mais humilde da instituição. Após alguns anos, foi expulso do mosteiro quando descobriram a prática de penitência que ele praticava, ficando muito ferido no corpo e temendo que a prática se tornasse hábito entre os demais monges no mosteiro o superior mandou-o embora.

Expulso, ele decidiu tornar-se um eremita, indo morar no topo do Monte Thesalissa, onde várias outras pessoas viviam isoladas a rezar. São Simeão, como todos os eremitas, escolheu viver só, em lugar afastado para dedicar-se somente a oração. A vida que os eremitas levavam, pobre e contemplativa, era considerada na época um caminho especial para se alcançar a santidade. (Conta a história que o primeiro eremita foi Santo Antão, que por volta do ano 300 foi para o deserto para dedicar-se a fé). São Simeão morreu aos 60 anos de idade sobre o local em posição de oração. Por sua atitude passou a ser conhecido na época por O Estilista, uma referência à palavra grega stylos, que significa coluna.

Outros Santos do mesmo dia: Santa Genova Torres Morales, 

Santa Sinclética,

 Santa Apolinária,

 São Doroteu – o Jovem, 

São Gerlaco, 

Santa Emiliana, 

São João Nepomuceno Newman, 

São Carlos de Santo André Houben 

 Beata Maria Repetto, 

Pedro Bonilli.

https://cleofas.com.br/51-sao-simeao-o-estilista/

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Solenidade de Maria Mãe de Deus

Maria Lopes , Mitos, Orações e Crenças

1º de janeiro de 2024

Solenidade de Maria Mãe de Deus

Lucas 2:16-21




Os pastores correram para Belém e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura. Quando viram o menino, repetiram o que tinham ouvido sobre ele, e todos os que ouviram ficaram surpresos com o que os pastores tinham a dizer. Quanto a Maria, ela guardava todas essas coisas e as ponderava em seu coração. E os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham ouvido e visto; foi exatamente como lhes foi dito.

Quando chegou o oitavo dia e a criança deveria ser circuncidada, deram-lhe o nome de Jesus, o nome que o anjo lhe dera antes de sua concepção.


Reflexão sobre a pintura


Hoje é uma das grandes festas de Maria e coincide com o dia de Ano Novo: Solenidade de Maria Mãe de Deus. O título 'Mãe de Deus' é provavelmente o título mais exaltado que Maria recebeu pela igreja. No entanto, na leitura do Evangelho de hoje, surge-nos uma imagem de Maria como uma jovem que acaba de dar à luz o seu filho, numa caverna onde eram trazidos animais para abrigo e alimentação. O exaltado está presente nos ambientes mais simples!

E os pastores transmitem lindamente esta mesma mensagem, contando a história do aparecimento dos anjos que anunciaram que esta criança não era outro senão o Salvador, Cristo Senhor. Os pastores anunciam esta notícia, este evangelho, a Maria, a José e a todos os que estavam presentes com eles; eles se tornaram assim os primeiros evangelistas. Dizem-nos que todos que ouviram este evangelho ficaram surpresos. Maria, porém, não ficou simplesmente surpresa. Lucas nos conta que ela valorizava as palavras proferidas pelos pastores e meditava sobre elas em seu coração.

Podemos ver esta bela reflexão de Maria na nossa pintura de Guido Reni. Ela realmente valorizava as palavras proferidas pelos pastores. Esta pintura é um retábulo muito grande e, com quase cinco metros de altura sem moldura, é uma das maiores pinturas da coleção da Galeria Nacional de Londres. Reni encenou uma cena noturna, usando a escuridão para obter um efeito dramático total, aquecendo o Menino Jesus em um brilho sobrenatural que ilumina os rostos das pessoas ao seu redor. Todas as figuras da nossa pintura contemplam o menino Jesus com admiração e devoção. A luz celestial parece derramar-se dos céus através de uma lacuna nas nuvens. Um grupo encantador de putti alegres carrega um pergaminho onde se lê: GLORIA IN ECCELSIS DEO ('Glória a Deus nas alturas').

Feliz Ano Novo a todos. Que a luz de Cristo esteja com você durante todo o ano.
https://christian.art/daily-gospel-reading/luke-2-16-21-2024/

domingo, 31 de dezembro de 2023

São Silvestre I – papa | 31 de Dezembro

 

Mitos, Orações e Crenças

São Silvestre I – papa | 31 de Dezembro



São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que o servir teria antes dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebeu o nome de Isapóstolo, isto é, igual aos apóstolos.

Na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político.

E talvez São Silvestre, na sua simplicidade, tivesse sido o Papa ideal para a circunstância. Outro Papa mais exigente, mais cioso da sua autoridade, teria irritado a megalomania de Constantino, perdendo a sua proteção. Ainda estava muito viva a lembrança dos horrores por que passara a Igreja no reinado de Diocleciano, e São Silvestre, testemunha dessa perseguição que ameaçou subverter por completo a Igreja, terá preferido agradecer este dom inesperado da proteção imperial e agir com moderação e prudência.

Constantino terá certamente exorbitado. Mas isso ter-se-á devido ao desejo de manter a paz no Império, ameaçada por dissenções ideológicas da Igreja, como na questão do donatismo que, apesar de já condenado no pontificado anterior, vê-se de novo discutido, em 316, por iniciativa sua.

Dois anos depois, gerou-se nova agitação doutrinária mais perigosa, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade. Constantino, inteirado da agitação doutrinária, manda mais uma vez convocar os Bispos do Império para dirimirem a questão. Sabemos pelo Liber Pontificalis, por Eusébio e Santo Atanásio, que o Papa dá o seu acordo, e envia, como representantes seus, Ósio, Bispo de Córdova, acompanhado por dois presbíteros.

Ele, como dignidade suprema, não se imiscuiria nas disputas, reservando-se a aprovação do veredito final. Além disso, não convinha parecer demasiado submisso ao Imperador.

Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra. Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou exarada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por S. Silvestre.

Constantino, satisfeito com a união estabelecida, parte no ano seguinte para as margens do Bósforo onde, em 330, inaugura Constantinopla, a que seria a nova capital do Império, eixo nevrálgico entre o Oriente e o Ocidente, até a sua queda em poder dos turcos otomanos em 1453.

Data dessa altura a chamada doação constantiniana, mediante a qual o Imperador entrega à Igreja, na pessoa de S. Silvestre, a Domus Faustae, Casa de Fausta, sua esposa, ou palácio imperial de Latrão (residência papal até Leão XI), junto ao qual se ergueria uma grandiosa basílica de cinco naves, dedicada a Cristo Salvador e mais tarde a S. João Batista e S. João Evangelista (futura e atual catedral episcopal de Roma, S. João de Latrão). Mais tarde, doaria igualmente a própria cidade.

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

São João – apóstolo e evangelista, 27 de Dezembro

Maria Lopes, Mitos, Orações e Crenças.

São João – apóstolo e evangelista | 27 de Dezembro

 O nome deste evangelista significa: “Deus é misericordioso”: uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.

Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como “o discípulo que Jesus amava”. O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: “Filho, eis aí a tua mãe” e, olhando para Maria disse: “Mulher, eis aí o teu filho”. (Jo 19,26s).

Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa “filho do trovão”.

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.

O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos.

Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.

São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.

Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.

Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC).

Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome.

https://senhoradasgracas.org.br/santo-do-dia/?utm_source=google&utm_medium=grants.ansg.2&utm_content=santo.do.dia.pc.t&gad_source=1

sábado, 16 de dezembro de 2023

Reflexão sobre a História de Santa Luzia

Mito, Orações e Crenças

Reflexão sobre a História de Santa Luzia 


 Santa Luzia,
Pintada por Francisco de Zurbarán (1598-1664)


Reflexão sobre a pintura


Hoje celebramos Santa Luzia. Ela foi martirizada em Siracusa, provavelmente durante as perseguições de Diocleciano, iniciadas em 303 DC. Nossa pintura é um retrato incomum da santa, feito por Francisco de Zurbarán, retratando Lúcia da cintura para cima. Ela é mostrada como uma jovem de pele lisa e clara, bochechas rosadas, cabelos castanhos escuros e com uma coroa de flores na cabeça. Zubaran retrata a jovem mártir como uma mulher contemporânea da Sevilha do século XVII. Numa das mãos ela segura a palma do martírio e na outra, um prato de estanho com dois olhos humanos.

Diz a lenda que Lucy, determinada a dedicar sua vida a Cristo, arrancou os próprios olhos e os enviou a um pretendente tenaz depois que ele insistiu que a beleza dos olhos de Lucy não lhe permitia paz. Surpreso com sua devoção à fé, o admirador se converteu ao cristianismo, e Lucy, continua a lenda, mais tarde encontrou sua visão milagrosamente restaurada um dia durante a oração. É possível que a ligação da jovem santa com os olhos tenha se originado na fonte latina de seu nome, Lux ou “luz”. que está inextricavelmente ligado à visão.

E agora estamos a menos de duas semanas da verdadeira luz que chega ao nosso mundo no Natal…

Lucy morreu como mártir. Os perseguidores romanos prepararam uma grande fogueira para queimar Lúcia na fogueira. Porém, ao acenderem o fogo, as chamas se afastaram de seu corpo, recusando-se a tocá-la, evitando fisicamente o contato com sua carne, como se as chamas reconhecessem que ela era uma pessoa santa. Ela saiu ilesa do fogo e depois falou eloquentemente sobre sua fé, explicando-a como a razão pela qual ela não foi consumida pelas chamas. No mesmo discurso ela também previu que a perseguição aos cristãos acabaria em breve. Como ela estava certa. Menos de dez anos depois, o Édito de Milão foi aprovado pelo Imperador Constantino, dando aos cristãos a capacidade de adorar livremente em todo o Império Romano. Os romanos ficaram irritados e humilhados com as palavras de Lúcia e um jovem soldado recebeu ordem de matá-la, o que ele fez cortou sua garganta. Ela morreu em 13 de dezembro de 304 DC.

https://christian.art/daily-gospel-reading/matthew-11-28-30-2023-2/

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Santa Cristiana a santa Padroeira da Georgia.

 Mitos, Orações e Crenças.

Santa Cristiana a santa Padroeira da Georgia. 

14 de Dezembro é dedicado a Santa Cristiana


Santa Cristiana
Venerada pelos cristãos como a santa padroeira da Geórgia.
 


Santa Cristiana, também conhecida como Nina ou Cristina em fontes latinas, intitulada Igual aos Apóstolos e Iluminadora da Geórgia, foi uma mulher conhecida por ter definitivamente introduzido o cristianismo na Geórgia. patrona da Geórgia e amplamente venerada neste país e na Armênia.
Nascimento: Capadócia, Turquia
Falecimento: 14 de janeiro de 335 d.C., Cachétia, Geórgia
Organização fundada: Igreja Ortodoxa Georgiana
Local de enterro: Bodbe's St. Nino's Convent Cathedral, Sighnaghi, Geórgia
Padroeira: Geórgia


Nos primeiros anos do século IV, nas terras pagãs entre o mar Negro e o mar Cáspio, hoje território da Geórgia, vivia uma jovem escrava cristã chamada Nina ou Nuné. A Capital do Império Romano mudou-se para Constantinopla, cidade fundada em 324, e dedicada em 11 de maio de 330 D.C. O crescimento da Igreja passou a exigir esclarecimentos e definições relacionados com seu credo. Em 325 aconteceu o Concílio de Nicéia, Turquia, e o de Constantinopla, em 381.

A partir do ano 300 os bárbaros começaram a invadir a região oriental do império romano, saqueando cidades e levando prisioneiros para serem vendidos como escravos. E a região da Capadócia e sua vizinhança havia sido evangelizada desde as primeiras viagens missionárias de Paulo. Muitos desses escravos tiveram oportunidade de testemunhar sua fé nas terras pagãs para onde eram levados. Se em Roma o cristianismo exigia definições mais elaboradas da doutrina, por outro lado, as primeiras sementes evangélicas eram lançadas nas terras pagãs da Geórgia. Era o Espírito de Deus em ação.

A obra do bispo Eusébio, ‘A História da Igreja’, tornou-se o primeiro registro importante da história da Igreja, passando assim um legado, sem precedentes, de documentos da igreja antiga. Eusébio morreu em 340. É em seu livro, e em algumas tradições posteriores, que encontramos a história, mesmo que um pouco lendária, da santa de hoje.

Nina era uma escrava que demonstrava toda sua fé em Cristo, na alegria com que enfrentava as dificuldades e os sofrimentos. Esse fato chamou a atenção dos pagãos com quem convivia. Assim, teve a oportunidade de ensinar a palavra de Cristo a todos os que a cercavam. Tornou-se tão conhecida que passaram a chamá-la de “Cristiana”, a serva cristã.

A antiga tradição russa narra que, certa vez, uma senhora procurou-a, pedindo que solicitasse a intervenção de Deus para que seu filho, gravemente enfermo, não morresse. Nina se ajoelhou aos pés da cama onde estava a criança e rezou com tanto fervor que o menino abriu os olhos, sorriu e levantou-se na frente de todos. Foi o bastante para que toda a região mostrasse interesse pela religião da serva de Cristo. Quanto mais prodígios ela promovia, mais catequizava e convertia os pagãos.

Até que, um dia, a rainha desse povo, chamada Nana, adoeceu gravemente e nenhum remédio conseguia fazê-la melhorar. Tentaram de tudo. Nada parecia possível. Então, alguém se lembrou dos chamados “poderes” da serva cristã. Como último recurso, foram sugeridos à rainha, que mandou chamá-la. Assim, essa humilde escrava foi ao palácio atender a rainha, levando consigo apenas a certeza de sua fé e a confiança de suas orações. Logo conseguiu curar a soberana.

Enquanto ela se recuperava, seu marido, o rei Mirian, certo dia, saiu em comitiva para uma caçada. Mas o grupo acabou isolado no bosque devido a uma violentíssima tempestade. A situação era crítica, com trovões e raios incendiando árvores, pedras rolando ao vento e atingindo pessoas. O pavor tomou conta de todos, clamaram por seus deuses, mas nada acontecia. Lembrando-se da rainha, o rei decidiu rezar para o Deus de Cristiana. Uma luz, então, foi vista saindo do céu, a tempestade cessou e todos puderam regressar sãos e salvos à Corte. Nesse instante, o rei sentiu a fé invadir seu coração.

Ao voltar, procurou a escrava Nina e lhe pediu que falasse tudo o que sabia sobre sua religião. Acabou catequizado e convertido. Entretanto os reis Mirian e Nana não podiam ser batizados, pois na Corte não havia nenhum bispo. Seguindo a orientação de Cristiana, o rei enviou esse pedido ao imperador Constantino.

Nesse meio tempo, mandou construir a primeira igreja cristã, de acordo com uma planta feita sob orientação de Nina, já liberta. Quando chegou o primeiro bispo da Geórgia acompanhado de um grupo de sacerdotes missionários, encontraram o povo já abraçando a doutrina de santa Nina, como os fiéis a chamavam por força de sua piedade e prodígios de fé. Com facilidade, converteram a nação inteira, a partir da grande solenidade do batismo do casal real. Depois, junto com o bispo, o rei Mirian e a rainha Nana construíram o Mosteiro Samtavro, anexo àquela igreja, onde mais tarde foram sepultados. Nele também viveu alguns anos santa Nina, que morreu no ano 330.

Venerada pelos fiéis como padroeira da Geórgia, suas relíquias estão guardadas na Catedral da Metiskreta, antiga capital do país. Seu culto foi confirmado, sendo realizado, no Oriente, em 14 de janeiro, enquanto a Igreja de Roma a comemora no dia 15 de dezembro.

A Igreja também celebra hoje os santos: Paulo de Latros, Santa Maria Fornari-Strata

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Saudaçao ao Nascer do Sol. Viver a Vida com leveza




 


SAUDAÇÃO AO SOL

SAUDEMOS O SOL NASCENTE
ELE DÁ VIDA AO UNIVERSO
ENQUANTO FOR BRILHANTE
INSPIRARÁ MUITO VERSO

SAUDEMOS O SOL AGORA
ELE ESTÁ NO INTERIOR
CHEGA LÁ SEM DEMORA
PARECE FEITO DE AMOR

AO MEIO DIA ESTÁ FORTE
INTENSA LUMINOSIDADE
É UM VIVER SEM MORTE
INTEIRO EM FELICIDADE

SAUDEMOS O SOL AGORA
ELE ESTÁ NO INTERIOR
CHEGA LÁ SEM DEMORA
PARECE FEITO DE AMOR

QUANDO O SOL SE PÕE
DEVEMOS AGRADECER
BELO QUADRO COMPÕE
SAUDEMOS O SEU SER


sábado, 28 de outubro de 2023

São Fiel no nome e na vida é celebrados em 28 de outubro

Maria Lopes, Mitos, Orações e Crenças 


São São Fiel no nome e na vida é celebrados em 28 de outubro.

Santos e beatos celebrados em 28 de outubro 
  • Em Mogúncia, na Gália, Bélgica, atualmente na Alemanha, São Ferrúcio, mártir. († c. 300)
  • Em Como, na Gália Cisalpina, hoje na Itália, São Fiel, mártir. († c. s. IV)
  • Elogio de São Fiel, presbítero e mártir

    São Fiel no nome e na vida.
  • Fidélis de Sigmaringa ou Fiel de Sigmaringa (Sigmaringa, 1 de outubro de 1578 — Seewis, 24 de abril de 1622) foi um jurista e sacerdote católico, frade da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que levou uma vida de oração e austeridade e se notabilizou como pregador nas campanhas da Contra-Reforma contra o calvinismo no leste da actual Suíça. No contexto da Guerra dos Trinta Anos, foi morto pelos calvinistas devido à sua pregação, razão pela qual é considerado mártir da Igreja Católica, que o canonizou.

    O papa   Bento XIV celebrou a figura de São Fiel, defensor da fé católica, com estas palavras:

    «Fazendo transbordar a plenitude da sua caridade para confortar e auxiliar materialmente o próximo, e apertando ao seu coração de pai todos os infelizes, sustentava numerosos grupos de pobres com esmolas que recolhia por toda a parte.
    Remediava o abandono das crianças e das viúvas, recorrendo ao auxílio dos poderosos e influentes; ajudava sem descanso os presos com todas as consolações espirituais e materiais que podia, visitava assiduamente toda a espécie de enfermos, confortava-os, reconciliava-os com Deus e armava-os para a última batalha.
    Esta actividade foi sobretudo meritória quando as guarnições do exército austríaco, aquarteladas na Récia, foram dizimadas por uma epidemia, que as transformou em lastimosa presa de sofrimentos e mortandade».
    Não só na caridade, mas também no zelo pela defesa da fé se notabilizou este homem, Fiel no nome e na vida. Pregou sem descanso a fé e, poucos dias antes de a confirmar com o seu sangue, no último sermão que fez deixou-a como testamento ao pronunciar estas palavras:
    «Oh fé católica, como és estável, firme, bem enraizada e bem fundada sobre rocha firme! Passarão o céu e a terra, mas tu não passarás jamais. O mundo inteiro desde o princípio te fez guerra, mas de todos triunfaste com o teu poder.
  • https://www.liturgia.pt/santos/santo_v.php?cod_santo=60
  • Em Ávila, na Hispânia, a paixão dos santos Vicente, Sabina e Cristeta, mártires. († c. 305)
  • Em Thiers, na Aquitânia, hoje na França, São Gens ou Genésio, que passou deste mundo ao céu pelo martírio, quando levava ainda a veste branca do Batismo. († c. s. IV)
  • Em Amiens, na Nêustria da Gália, também na atual França, São Sálvio, bispo. († c. 625)
  • Em Meaux, na Nêustria, hoje na França, São Farão, bispo, que, sendo familiar do rei, exortado por sua irmã Santa Fara a dedicar-se ao serviço de Deus. († c. 670)
  • Em Annecy, na Savóia, também na França, a comemoração de São Germano, abade, que, fundou e dirigiu o priorato de Talloires. († s. XI)
  •  Em Fujian, província da China, os santos Francisco Serrano, bispo, e Joaquim Royo, João Alcober e Francisco Díaz del Rincon, presbíteros, todos da Ordem dos Pregadores e mártires. († 1748)
  • Em Cho-Ra, povoação do Tonquim, hoje no Vietnam, São João Dat, presbítero e mártir. († 1798)
  • Em Ejutla, localidade do México, São Rodrigo Aguilar, presbítero e mártir. († 1927)
  • Em Alcira, na província de Valência, na Espanha, o Beato Salvador Damião Enguix Garés, mártir, pai de família. († 1936)
  •  Em Gilet, na província de Valência, o Beato José Ruiz Bruixola, presbítero e mártir. (†1936)
  • Em Santander, na Espanha, os beatos Cláudio Julião Garcia San Roman e Leôncio Lopes Garcia, presbíteros da Ordem de Santo Agostinho e mártires. († 1936)

Fonte:

  • Legenda Áurea | Vida de santos – Jacopo de Varazze
  • Martirológio Romano
  • Vaticannews.va

– Produção e edição: Melody de Paulo
– Oração: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova